Na contramão, empresas driblam a crise e ampliam negócios

14 de maio de 2018 Journal 0 Comments
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Na contramão, empresas driblam a crise e ampliam negócios

Em tempos de crise, o cenário mais comum – e também o mais triste – foi o de várias empresas demitindo funcionários por falta de dinheiro para manter o time todo, lojas fechando, empresas que abriram falência e, principalmente, pessoas que perderam seus empregos tentando se reinventar através do empreendedorismo ou exercendo trabalhos totalmente alheios aos de antes. Não é novidade que, com isso, surgem as doenças emocionais, como a depressão, ansiedade e síndrome do pânico, principalmente naqueles que ainda estão no mercado de trabalho, mas vivem todos os dias achando que podem perder seus empregos.

Bom, é um cenário desmotivador e cheio de incógnitas. Mas no meio de toda a crise, em tempos onde muitos fecharam as portas, eles abriram. Esses ousados profissionais, em meio a tormenta, estampam um sorriso corajoso e confiante de quem decidiu ampliar o negócio em um momento de pessimismo.

Enquanto a economia brasileira continua deslizando e as famílias cortam despesas e gastos domésticos – e supérfluos como lazer, por exemplo – eles estão assumindo riscos, investindo em negócios próprios e criando novos produtos com o objetivo de vender, inclusive, para aqueles que estão economizando ao máximo. E não para por aí, a determinação faz com que já pensem em expansão de novas unidades e se preparam para o momento da virada com a certeza de que toda crise um dia acaba.

Esse movimento, conhecido no mercado como “contrafluxo”, não é tão incomum quanto parece. Segundo o coach financeiro especialista em orientar investidores, Ricardo Melo, os estudos sobre grandes riquezas conquistadas ao redor do mundo mostram que a maioria foi construída em momentos de recessão, igual ao cenário brasileiro atual. Há risco, mas de fato, há oportunidades em meio ao nevoeiro.

Conheça alguns dos profissionais que arregaçaram as mangas e deram as costas para a crise, contrariando todas as possibilidades de sucesso, mas com a confiança de quem ainda vai colher muito do que está plantando agora.

Casa Guaja

Coworking idealizado por Lucas Durães

O arquiteto Lucas Durães, 27 anos, é dono da Casa Guaja, projeto dedicado ao coworking, espaço compartilhado que abriga desde profissionais da área de inovação e economia criativa, até advogados e engenheiros. O diferencial? À noite, o espaço se transforma em bar e hamburgueria. A unidade representa a expansão do negócio, iniciado em 2013.

Com o olhar nas tendências do mercado e no futuro, ele e a sócia Renata Alamy, 39 anos, dividiram com outros parceiros o investimento de R$ 800 mil, que estimaram recuperar em dois anos.

Renata Alamy, sócia de Lucas na Casa Guaja

Inspirado em tendências já existentes na Europa, o espaço funciona como um café coworking, modelo que tem grande relação se pensarmos que café e trabalho formam uma dupla certeira. Além disso, os frequentadores podem participar de cursos ou propor parcerias para a casa, em segmentos que variam da tecnologia à tradução.

Ideale

André Ferreira,dono da Ideale, loja de especializada em acabamentos para a construção civil

O empresário André Ferreira, de 53 anos, também foi além e contrapôs o ritmo de desaceleração, pisando ainda mais forte no acelerador com os planos de expansão para a loja Ideale, especializada em acabamentos para a construção civil. Com um planejamento bem estruturado e investimento a partir de reservas feitas em tempos de crescimento, ele foi em frente e deixou a loja mais espaçosa e moderna.

A ampliação custou R$ 700 mil e reflete a confiança de André no mercado interno brasileiro. O investimento renovou o negócio que já funciona há mais de 12 anos atendendo arquitetos, engenheiros e decoradores. A atitude deixou o negócio duplamente preparado, para avançar durante a crise, já que muitos concorrentes não estão mais no mercado, e para o momento de retomada do crescimento econômico, ou seja, um tiro no alvo.

Biscoiteria Platina

Warley e Daniela Reis na loja que inauguraram em período de crise

Warley dos Reis, 30 anos, esperava o momento ideal para abrir um negócio próprio desde 2010. Depois de muito estudo, cursos, pesquisa de fornecedores que, em 2015, após sua esposa, Daniela Reis, ser demitida da indústria metalúrgica onde trabalhava como auxiliar administrativa, o casal decidiu tirar o sonho do papel e transformar em realidade. E então, em janeiro de 2016, nasceu a biscoiteria Platina.

É preciso tato parar saber qual é a melhor hora de investir, nesse caso, é preciso separar o aventureiro do empreendedor. O aventureiro, como você deve imaginar, é aquele que abre um negócio sem pensar muito, sem estruturar, no calor do momento e acaba investindo errado e perdendo dinheiro. Já o empreendedor é aquele que estuda o mercado, se prepara, busca entender onde está entrando, traça um plano de ação e os objetivos a serem atingidos com aquilo.

É possível driblar a crise ou algum outro momento nebuloso que esteja passando, basta um olhar atento para as formas de resolvê-lo, não necessariamente tomar a primeira decisão que vier a cabeça. Para Ricardo Melo, especialista em finanças comportamentais e em estudos estatísticos da ciência da probabilidade pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), toda recessão, termina. É preciso enxergar as oportunidades.

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