Pesquisa nacional começa a traçar perfil do consumidor de café especial

10 de maio de 2018 Journal 0 Comments
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Pesquisa nacional começa a traçar perfil do consumidor de café especial

Um estudo realizado na Universidade Federal de Lavras (UFLA) teve como objetivo principal traçar o perfil do consumidor de café especial. De acordo com a pesquisa, os consumidores integram um grupo de pessoas que se preocupam com questões ambientais e sociais na cadeia produtiva do café.

Bom, mas você sabe o que é café especial? Se você pensou no café da sua mãe, ou naquele com cheirinho de infância, pode até fazer sentido, uma vez que essas são características que tornam a bebida mais afetiva. Porém, para o mercado, a definição vem a partir de outros fatores.

De acordo com a metodologia de avaliação sensorial da SCA (Specialty Coffee Association), usada no mundo todo, “café especial” é todo aquele que atinge, pelo menos, 80 pontos na escala de pontuação da SCA – que vai até 100 – sendo avaliados os seguintes atributos:

  • Fragrância/Aroma
  • Doçura
  • Uniformidade
  • Acidez
  • Corpo
  • Ausência de defeitos
  • Sabor
  • Finalização
  • Harmonia
  • Conceito Final (impressão geral sobre o café, atribuída pelo classificador. Única etapa de subjetiva do classificador na avaliação da amostra).

Segundo o professor de marketing e empreendedorismo da universidade, Paulo Henrique Lemes, através do levantamento foi possível identificar que o consumidor de café especial dá preferência por produto aos quais conhece a origem ou ele vai a uma loja de produtos especiais, uma cafeteria onde é possível conversar com um barista que pode indicar um produto eticamente social e responsável.

A pesquisa tem como líderes do projeto Paulo Henrique Leme, doutor em Administração de Empresas e professor de marketing e agronegócio, ambos pela UFLA, Elisa Guimarães, mestre e doutoranda em Administração pela UFLA e Sergio Parreiras Pereira, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas.

O estudo faz parte de um trabalho de doutorado da pesquisadora Elisa Guimarães. Uma das principais descobertas da pesquisa foi que o crescimento do consumo de café especial está ligado a pessoas que tem algum tipo de envolvimento com o setor, sejam conhecidos que trabalham com a produção do grão ou com a bebida em seu estágio final.

Segundo Elisa, esse é um bom sinal para o mercado de cafés especiais, uma vez que essas pessoas engajadas é que vão ajudar a divulgar cada vez mais esse segmento do mercado cafeeiro. Assim, será possível atingir o consumidor que está ligado a um estilo de vida diferente do convencional.

Dentre os entrevistados, 60% disseram ter o hábito de tomar o café especial diariamente, o que deixou de ser apenas uma rotina para se tornar um prazer. Assim, um café um pouco mais caro, além de um pouco mais de lucro para o produtor, deixa de ser apreciado em quantidade e passa a ser levado em conta pela qualidade e, segundo a pesquisadora, esse processo todo contribui com o desenvolvimento do mercado nacional.

Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), a produção desse tipo de grão cresceu aproximadamente 15% nos últimos anos, passando de 5,2 milhões de sacas em 2015 para 8,5 milhões em 2017. Para encerrar, a título de curiosidade, foram consumidas um milhão de sacas do grão ano passado no Brasil.

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